Mês: Novembro 2019

Manifesto contra a arrogância

1. Não gosto dos que se acham superiores. Dos que se protegem em “panelinhas” que apenas mostram a sua incapacidade. Dos que se refugiam em Paris ou Londres para escrever um livro porque acreditam que os ares das grandes capitais lhes oferecem a inspiração que lhes falta. Dos que dizem mal apenas por maldade. Dos que não respondem a emails ou convites. Dos que passam por nós como se não nos conhecessem. Dos que passam por nós e nos conhecem assim que somos convidados para alguma coisa que lhes possa garantir favores em troca. 2. Não gosto no que os partidos têm de arrogância. Da dificuldade de se poder dizer o que se pensa sem pagar um preço. Da sede de poder e de dinheiro. Dos que escrevem comentários cobertos de ódio, dos que nos atiram a superioridade à cara, das más pessoas, dos que nos fazem perder tempo, dos pseudo intelectuais, dos maus fígados, dos violentos que metem o dedo do meio de fora do carro e nos ameaçam de porrada se o sinal vermelho cair, dos que só ouvem os lados B porque os lados A são para o povo, dos que apenas gostam das canções ou dos filmes que ninguém conhece, dos petulantes, corruptos, misóginos, fascistas, polícias com dedinhos em zero, dos que agora dizem bem do Zé Mário mas que se estiveram a cagar para ele em vida, que se fodam os cabrões que nos empurram para baixo, que se continue a foder o FMI mais os que nos atropelam com a sua mediocridade e ignorância atrevida. 3. Não gosto de manifestos. Mas deixo aqui o meu. Não gosto dos que não são generosos. Dos que se acham especiais e a última coca-cola no deserto… Cala-te, Luís. Já chega. Está tudo bem… e hoje joga o Jesus e o Jesus irá ganhar a Libertadores e vamos comprar umas gambas congeladas e umas cervejas. E estará tudo bem… até amanhã estará tudo bem. Luís Osório

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